O projeto sobre o regime de partilha e a distribuição de royalties Valor pago ao detentor de
uma marca, patente, processo de produção, produto ou obra original pelos
direitos de sua exploração comercial. Os detentores recebem porcentagens das
vendas dos produtos produzidos com o concurso de suas marcas ou dos lucros
obtidos com essas operações. No caso do petróleo e do gás, trata-se de
compensação financeira paga aos estados e municípios pela exploração desses
produtos em depósitos localizados em terra ou na plataforma
continental.do petróleo do pré-sal.
O termo pré-sal refere-se a
um conjunto de rochas no fundo do mar com potencial para a geração e acúmulo de
petróleo localizadas abaixo de uma extensa camada de sal. Os reservatórios
brasileiros nessa camada estão a aproximadamente 7 mil metros de profundidade,
em uma faixa que se estende por cerca de 800 km entre o Espírito Santo e Santa
Catarina. (PL 5938/09) e os destaques à PEC 446/09, que
estabelece o piso salarial dos policiais e bombeiros dos estados, são os
principais itens da pauta do Plenário. Na Semana da Mulher, também está pautada
a PEC 590/06, da
deputada Luiza Erundina (PSB-SP), que garante a presença de pelo menos uma
mulher nas Mesas Diretoras da Câmara e do Senado e nas comissões.
O último projeto do Executivo sobre o pré-sal será votado na quarta-feira
(10). O texto principal foi aprovado, em dezembro, na forma de um substitutivoEspécie de emenda que
altera a proposta em seu conjunto, substancial ou formalmente. Recebe esse nome
porque substitui o projeto. O substitutivo é apresentado pelo relator e tem
preferência na votação, mas pode ser rejeitado em favor do projeto original.
do relator Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). A principal
polêmica é em torno da distribuição entre os estados dos royalties do petróleo,
tanto do óleo extraído da camada do pré-sal quanto de outros blocos.
Emenda
Para concluir a análise desse projeto, o Plenário
precisa votar um recurso contra a decisão, do presidente Michel Temer, de não
admitir uma emenda dos deputados Humberto Souto (PPS-MG) e Ibsen Pinheiro
(PMDB-RS) por falta de assinaturas de apoio. Temer atendeu a uma questão de ordemSolicitação de
esclarecimento a respeito da forma de condução dos trabalhos legislativos, em
caso de dúvida sobre a interpretação do regimento na sua prática exclusiva ou
relacionada com a Constituição. Da decisão do presidente da Câmara cabe recurso
ao Plenário, ouvida a Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ),
no caso de apresentação em sessão. Em comissão, a questão de ordem será
resolvida pelo seu presidente, cabendo recurso a ser dirigido à Presidência da
Casa. do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
A emenda determina que os royalties e a participação especial devidos pela
exploração do petróleo (do pré-sal ou não) sejam distribuídos de acordo com os
critérios dos fundos de participação dos estados (FPE) e dos municípios (FPMTransferência constitucional
composta de 22,5% da arrecadação do Imposto de Renda e do Imposto sobre Produtos
Industrializados. A distribuição dos recursos aos municípios é feita de acordo o
número de habitantes. São fixadas faixas populacionais, cabendo a cada uma delas
um coeficiente individual.
O mínimo é de 0,6 para municípios com até 10.188
habitantes e o máximo é 4,0 para aqueles acima 156 mil. Os critérios atualmente
utilizados para o cálculo dos coeficientes de participação estão baseados na Lei
5172/66 (Código Tributário Nacional) e no Decreto-Lei 1881/81. Do total de
recursos, 10% são destinados às capitais, 86,4% para os demais municípios e os
3,6% restantes vão para um fundo de reserva que beneficia os municípíos com
população superior a 142.633 habitantes (coeficiente de 3.8), excluídas as
capitais. ). Metade dos recursos iria para os estados e metade
para os municípios.
O conteúdo da emenda provoca divergências entre os estados e também dentro
dos partidos, pois, se aprovada, ela retiraria recursos dos principais
produtores de petróleo (Rio de Janeiro, Espírito Santo e São Paulo), em
benefício dos demais estados e municípios.
Além de decidir sobre o recurso, os deputados precisarão votar a própria
emenda se ele for aprovado.
PEC dos policiais
Para a sessão de terça-feira (9), está
prevista a votação dos destaquesMecanismo pelo qual os deputados podem retirar (destacar) parte da
proposição a ser votada para ir a voto depois da aprovação do texto principal. A
parte destacada (artigo, inciso, alínea) só volta a integrar a proposição se for
aprovada nessa votação posterior. Nesse caso, os interessados em manter o trecho
destacado é que devem obter o quorum necessário à sua reinclusão no texto. Podem
requerê-lo 10% dos deputados (51) ou líderes que representem esse número. Nesse
caso, é chamado destaque de bancada. à PEC 446/09, do Senado,
que remete a uma lei federal a criação de um piso salarial para os policiais e
bombeiros. O texto principal aprovado estabelece também um piso provisório
enquanto a lei não for publicada.
A Câmara deve analisar quatro destaques do PT. Dois deles retiram, do texto,
a parte que prevê a complementação do piso pelo governo federal. Outros dois
pedem a exclusão do piso provisório de R$ 3,5 mil e R$ 7 mil, para a menor
graduação e o menor posto de oficial, respectivamente. Para manter esses
dispositivos, serão necessários os votos favoráveis de 308 deputados.
Há divergências quanto à constitucionalidade da redação aprovada em Plenário,
pois ela estabelece um piso provisório a ser pago pelos estados até que a lei
discipline o piso com recursos de tributos federais. O problema, segundo os
críticos desse dispositivo, é que ele poderia ferir a autonomia constitucional
dos estados. Já os defensores da proposta alegam a necessidade de corrigir as
distorções salariais da categoria.
O governo quer discutir mais o uso de dinheiro da União para pagar os
salários de corporações policiais sob o comando dos estados.